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Greve dos Correios: Comprou e não chegou? Veja quais são seus direitos

Com a decisão dos funcionários dos Correios de entrarem em greve, vendedores e compradores online temem um possível prejuízo com a paralisação dos serviços de entrega. Os trabalhadores da estatal decidiram cruzar os braços por tempo indeterminado em todo o Brasil desde a última terça-feira (10/09/2019). Um dos objetivos da paralisação é protestar contra a proposta de privatização da empresa, defendida pelo governo federal.

A empresa informou que adotou algumas medidas para impedir que os serviços sejam afetados e garantiu o funcionamento de 82% do efetivo. Entre as ações estão o deslocamento de empregados administrativos, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões.

No entanto, o consumidor que tiver problemas com o recebimento de produtos comprados tem direitos garantidos. Quem não recebeu as encomendas pode pedir o ressarcimento ou abatimento do valor pago. Em caso de atraso ou cancelamento do envio após o pagamento, o cliente pode acionar a Justiça e ser indenizado por dano moral ou material.

É importante que os compradores estejam cientes de que as empresas são responsáveis por encontrar outra forma para que os produtos sejam entregues no prazo contratado. Ainda, as cobranças enviadas por correspondência devem chegar aos clientes por outros meios, como internet, sede da empresa ou depósito bancário.

Porém, é preciso ficar em alerta: não receber a fatura não isenta a necessidade de pagamento. O devedor ciente deve entrar em contato com o cobrador e solicitar outra forma de abatimento da dívida. Caso o pedido não seja atendido, ele poderá registrar queixa no órgão de defesa do consumidor da região.

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, se a empresa não disponibilizar formas alternativas de pagamento, é preciso prorrogar o vencimento da conta.

Apple estuda investir no mercado de criptomoedas

Depois do Facebook, a Apple pode ser a próxima gigante da tecnologia a investir no mercado de criptomoedas. Quem coloca essa possibilidade no horizonte é Jennifer Bailey, vice-presidente da Apple Pay, sistema de pagamentos móveis da empresa da maçã.

“Estamos observando o mercado de criptomoedas”, revelou a executiva à CNN durante um evento privado da empresa sobre o futuro dos pagamentos digitais, realizado nesta semana em São Francisco, na Califórnia. “Nós achamos que é interessante.”

A Apple tem se mostrado cada vez mais aberta a investir em serviços financeiros. Em março, a companhia declarou guerra ao cartão de crédito ao lançar o Apple Card. Já a modalidade de pagamentos digitais da empresa da maçã já ultrapassou a marca de 1 bilhão de transações realizadas por mês.

Depois da alta quase desenfreada de preços do valor das criptomoedas no fim de 2017, quando cada unidade da Bitcoin chegou a ser comercializada por 20 mil dólares – o que impulsionou também o valor de dezenas de outras moedas virtuais –, as empresas de tecnologia passaram a olhar com mais atenção para este mercado.

Em junho, por exemplo, o Facebook anunciou a sua própria moeda virtual, a Libra. Inicialmente, a moeda seria utilizada para realizar pagamentos virtuais nas plataformas da empresa de Menlo Park, para depois ser utilizada no e-commerce em geral.

Uma iniciativa semelhante da Apple neste sentido não pode ser descartada.